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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Destaques Riffservice 2021

Todos os anos já se tornou clássico sair a minha lista de álbuns de Hard Rock preferidos do ano que acaba de terminar. Todos os anos é uma tarefa difícil porque apesar do Hard Rock não estar no mainstream, a audição dos álbuns novos implica uma maior pesquisa porque (em especial as bandas novas) não estão nas rádios nem nos meios de comunicação de massas. A lista é apenas o resumo do meu gosto, da minha opinião e não tem a presunção de escolher os melhores mas sim os meus preferidos.

Chez Kane - Chez Kane

Seguramente o meu álbum preferido de 2021. Este álbum que conta com produção de Danny Rexon (vocalista dos Crazy Lixx) aproveita-se da capacidade de Chez Kane dar voz a belas melodias de Hard Rock Melódico. Para quem se estreia a solo (Chez Kane já tinha lançado álbuns como elemento das Kane’d) este álbum é auspicioso para uma bela carreira que provavelmente nunca atingirá o mainstream, nem o sucesso global mas que seguramente vai dar sempre motivos de sorrir aos fãs do estilo. “Rock On The Radio”, “Too Late For Love” e “Better Than Love” foram escolhidas como singles e são um belo resumo deste álbum, melódico, alegre e cheio da aura musical dos anos 80. Para quem gosta de Robin Beck e Cher (nos anos 80 e inícios dos 90) é um prato cheio de qualidade. 


Crazy Lixx – Street Lethal

Se alguém se arriscar a resumir a carreira dos Crazy Lixx numa só palavra eu arrisco que essa palavra seria consistência. Ao 7º álbum a banda continua a mostrar todas as características que a consagraram como uma das bandas do século XXI preferidas dos fãs de Hard Rock. Produção cuidada, melodias e peso na dose certa para uma banda de Hard Rock, ambiente festivo e aquele virtuosismo despretensioso de quem não quer mostrar mais do que aquilo que a música pede.


Cruzh – Tropical Thunder

O álbum “Tropical Thunder” é o segundo dos Cruzh. Este álbum marca a entrada do novo vocalista, Alex Waghorn e não desilude. A atmosfera faz lembrar o final de anos 80, de nomes como Danger Danger ou Firehouse. Tal como os Crazy Lixx, os Cruzh também fazem da alegria, da melodia e do peso em doses certas a sua imagem de marca. Aguardemos que num futuro terceiro álbum eles mantenham a onda e a consistência.


Kreek – Kreek

Com o seu primeiro álbum os Britânicos Kreek mostram logo ao que veem, Hard Rock puro e duro, melodioso e com uma vibração optimista e virtuosa. Os anos 80 já vão longe mas ainda há quem carregue a tocha da sua música e do seu Hard Rock. Os Kreek podem, sem sombra de dúvidas ser um dos depositários desse legado e levar o seu Hard Rock às novas gerações. Este álbum é mais um daqueles exemplos para mostrar a quem diz que na actualidade já não se faz nada de qualidade.


Nestor – Kids In A Ghost Town

Directamente dos anos 80 para o ano de 2021, os Nestor mostram que as modas vão e vêm mas o Hard Rock há-de ser eterno enquanto existirem bandas a fazer este tipo de som e fãs a ouvirem o que as bandas produzem. Este foi mais um álbum que apostou forte nas ambiências de finais dos anos 80, aquele Hard Rock/AOR virtuoso, poderoso e melodioso cheio de melodia e de refrães fortes para serem cantados numa sala de concertos (adorava dizer estádio ou arena mas não me parece que esses tempos voltem para o Hard Rock) pelo mundo fora. Este álbum deu-nos também um enorme momento de nostalgia ao lançar a bela balada “Tomorrow” um dueto com a “desaparecida” estrela dos 80s, Samantha Fox. 


Sunbomb – Evil & Divine

Sunbomb é o trabalho conjunto de Tracii Guns e Michael Sweet, este álbum é pesado, em alguns momentos sombrio não esconde (nem sequer o quer fazer) a influência que Black Sabbath e Judas Priest têm neste álbum. Ao longo dos anos os trabalhos de Michael Sweet estão a afastar-se mais do Hard Rock e a aproximar-se do Heavy Metal mais tradicional e em conjunto com alguns riffs mais arrastados, mais “Doom” de Tracii Guns mostraram-nos um trabalho de inquestionável qualidade para os fãs de Hard Rock/Heavy Metal.  


Supernova Plasmajets – Now Or Never

O terceiro álbum desta banda Alemã liderada pela vocalista Jennifer Crush é mais um exemplo que não importam as modas mas sim o som que cada um gosta de ouvir e de fazer. Os anos 80 já eram mas este álbum soa, cheira e transpira a música dos anos 80 por todos poros, às vezes mais Rock & Roll, outras vezes mais AOR, ora liderado pela guitarra, ora liderado pelos ambientes de teclado sempre temperado com grandes doses de melodias. 


The Night Flight Orchestra – Aeromantics II

Cada vez mais Pop, cada vez mais dançáveis, cada vez mais mergulhados nos anos 80 mas também cada vez mais originais e sem esquecerem aquilo que são, uma banda de Hard Rock Melódico. Em cada novo lançamento “Bjorn Strid e sus muchachos” mergulham cada vez mais nos ambientes sonoros do cinema (e das bandas sonoras) dos anos 80. O ambiente relaxado e despretensioso das músicas contrasta com a qualidade e a seriedade com que este trabalho é feito ao nível dos arranjos, das letras e das melodias. Os The Night Flight Orchestra em cada lançamento cimentam mais a sua posição como uma das mais queridas bandas de Hard Rock Melódico da actualidade. 


Thunder – All The Right Noises

Os Britânicos Thunder nunca desiludem e com “All The Right Noises”, o décimo-terceiro álbum de estúdio mostram mais uma vez que têm lenha para queimar e que se mantém relevantes para quem gosta do Hard Rock com pitadas de Blues que eles sempre tiveram. Este álbum conta com uma grande riqueza de elementos, além dos tradicionais voz/baixo/guitarra/bateria, deste álbum fazem parte coros femininos, secções de sopro, guitarras acústicas entre outros. Em “All THe Right Noises” os Thunder entregam ao ouvinte todos os barulhos correctos que os fãs se habituaram, grandes músicas Rock & Roll e belíssimas baladas. 


Wig Wam – Never Say Die

O regresso, os Noruegueses Wig Wam voltaram e com o seu 5º álbum adicionaram ao seu Hard Rock festivo uma dose extra de peso que nunca tinham feito ao longo da carreira, no entanto, não deixam nunca de ser a banda que encantou o Hard Rock na primeira década do século XXI. Além do peso, estão lá as melodias, as pontes certeiras e a excelente voz Age Sten Nilsen.




Como sempre a lista não se esgota nos 10 preferidos e tem sempre mais alguns álbuns que se destacaram no meu gosto e este ano são estes os meus destaques “extra”:

 

Dennis DeYoung – 26 East, Vol. 2

Dirty Honey – Dirty Honey

Lucifer – IV

Mason Hill – Against The Wall

Ronnie Atkins – One Shot

Siggi Schwarz – The Fire Inside

Smith/Kotzen – Smith/Kotzen

Spektra – Overload

Station – Perspective

Temple Balls – Pyromide

Victory – Gods Of Tomorrow

Wikked Starr – Sudden Impact






sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Destaques Riffservice 2020

Desde 2014 já se tornou clássico do 1º dia do ano sair a lista dos meus álbuns preferidos do ano. Todos os anos é difícil escolher e este ano não foi excepção, já que houve bastantes lançamentos com qualidade nas diversas formas de fazer Hard Rock, seja mais Hard N' Heavy, mais Sleazy ou mais AOR.
Segue-se então a lista dos 10 preferidos com um pequeno texto em cada um deles.

 Thundermother - Heat Wave

As Suecas Thundermother oferecem aos fãs de Hard Rock a sua versão mais pura, Rock & Roll sem concessões, com peso e melodia em iguais doses. O 4º álbum "Heat Wave" mostra uma banda cheia de energia e coragem para carregar a  bandeira do Hard Rock em tempos difíceis para as bandas do estilo.
Em alguns momentos a voz de Guernica Mancini faz lembrar a da já consagrada Lzzy Hale e acredito sinceramente que com o apoio certo e a vontade da banda esta poderá atingir o estatuto de Halestorm.


The Night Flight Orchestra - Aeromantic

A cada novo lançamento os The Night Flight Orchestra mostram aos fãs de Hard Rock novos elementos. "Aeromantic" já é o 5º álbum da banda e se no 1º álbum se poderia pensar que esta banda/projecto era um mero devaneio dos seus elementos (com passado e presente em bandas de Metal Extremo) actualmente tenho a certeza que esta banda veio para ficar e é uma das minhas preferidas das que surgiram no século XXI. Eles apresentam-nos em doses generosas elementos Pop, Electronico, Progressivo com base no Hard Rock Melódico o que fazem deles os "Toto do século XXI" já que todos os elementos da banda são exímios no que fazem. 


Stryper - Even The Devil Believes

Ao longo dos anos Michael Sweet e os seus comparsas encontraram a fórmula certa para a sua música. Mais pesado que o que faziam nos anos 80 mas suficientemente melódico para eu considerar Hard Rock e não Heavy Metal. Após o "pavoroso" "Reborn" que marca a reunião da banda, os Stryper acertaram em todos os seus lançamentos.


Stardust - Highway To Heartbreak 

Os novatos Húngaros Stardust são uma das grandes (e agradáveis) surpresas do ano. No seu 1º álbum "Highway To Heartbreak" eles mostram o seu som, Hard Rock Melódico/AOR com som dos 80s e influência de bandas como Bon Jovi e Journey. Timbres de guitarra limpos, uso generoso de teclados e coros fazem parte da receita das belas músicas que os Stardust nos entregaram em 2020.


Stan Bush - Dare To Dream

O veterano Stan Bush é um regresso que se saúda. Ele que foi um dos nomes grandes do AOR dos 80s, com presença na banda sonora original de vários filmes (em especial de Acção) estava afastado dos lançamentos de originais há demasiado tempo. Neste álbum "Dare To Dream" ele recupera aquela que é a sua fórmula, melodias marcantes, teclados e a sua inconfundível voz. 


Marenna Meister - Out Of Reach 

Quando soube que Alex Meister e Rodrigo Marenna estavam a trabalhar juntos num álbum soube logo que vinha aí um grande álbum e com o lançamento de "Out Of Reach" as minhas suposições conformaram-se. No álbum "Out Of Reach" temos um produto Hard Rock Premium, todos os elementos se conjugam para estas grandes canções. Não temos neste álbum nada de novo mas temos um álbum sólido, carregado de grandes músicas, com uma produção impecável e timbres de muito bom gosto. 


H.E.A.T. - II

O álbum "II" marca a despedida perfeita do vocalista Erik Gronwald (para o regresso do original Kenny Leckremo). Ao seu 6º álbum a banda regressa (depois do confuso "Into The Great Unknown" de 2017) ao Hard Rock Melódico da sua mais vintage cepa mas com a adição de mais peso e de riffs mais forte à formula habitual dos H.E.A.T.. Boa sorte Erik, Bem vindo Kenny.


Girish & The Chronicles - Rock The Highway

Para os puristas, uma banda Indiana fazer este tipo de som é algo totalmente fora da sua "bolha" mas já sabemos que o Hard Rock conquistou fãs em todos os cantos do mundo e enquanto eles (os fãs) existirem a tocha nunca se apagará e é exactamente fogo, poder, riffs, grandes fraseados vocais que os Girish & The Chronicles nos apresentam neste álbum "Rock The Highway". Música com peso, melodia e poder para agradar a todos os fãs de Hard Rock.


Dirty Shirley - Dirty Shirley

Esta banda marca a reunião de esforços do mais "novato" e brilhante vocalista Dino Jelusick com o veterano e genial George Lynch (sem esquecer Trevor Roxx e Will Hunt) e quando se reúne uma equipa com esta qualidade o resultado mais lógico é um trabalho sem mácula. George Lynch continua a ser um dos grandes mestres da guitarra e Dino Jelusick tem uma voz poderosa que mostra que seguramente vai ser um dos grandes vocalistas da sua geração.
 

Biff Byford - School Of Hard Knocks

Biff Byford é um nome incontornável nos últimos 40 anos do Heavy Metal, eterno vocalista dos Saxon e em 2020 lançou um álbum a solo onde mostra um resumo de tudo que fez na sua carreira, temos músicas mais pesadas, temos músicas Hard Rock, temos Rock & Roll e também temos baladas. Boff Byford mostra neste álbum que continua a ser um excelente vocalista e um compositor de mão cheia. 


Ao longo do ano outros grandes álbuns foram lançados e que também poderiam ter entrado na lista dos 10 + preferidos, ainda assim resolvi seleccionar mais 13 álbuns que também me encheram as medidas.

Os Outros Destaques:
Alcatrazz –Born Innocent
Alien – Into The Future
Artic Rain – The One
Black Rose Maze – Black Rose Maze
Confess – Burn ‘Em All
Grand Design – V
Gunner – Back 4 More
Harem Scarem – Change The World
Jessica Wolff – Para Dice
Kansas – The Absence Of Presence
Speed Stroke - Scene Of The Crime
Silent Tiger – Ready For Attack
Wildness – Ultimate Demise

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Destaques Riffservice 2019

Mais um ano termina e mais uma vez eu, Gabriel Sousa, como mentor do RIffservice faço a minha selecção de álbuns favoritos do ano, esta selecção não tem em conta a qualidade musical nem sequer tem a pretensão de definir os melhores do ano, é apenas a minha escolha, os meus álbuns preferidos de todos os que saíram em 2019. Os álbuns do top10 são apresentados cada um com um pequeno texto e no final aparece uma lista de 13 menções honrosas.

Airbourne - Boneshaker

O que os Australianos Airbourne nos oferecem no seu 5º álbum de originais é o bom e velho Hard Rock, puro e duro, com a total influência dos conterrâneos Ac/Dc. Este álbum é um verdadeiro elixir de energia que mostra o quão enganados estão aqueles que dizem que actualmente já não se faz Rock bom. Quem disser isto e gostar de Ac/Dc, só pode ter um nome, POSER.


Black Star Riders - Another State Of Grace

Das cinzas dos Thin Lizzy surgiram os Black Star Riders capitaneados pelo guitarrista Scott Gorham e suportado pelo excelente vocalista/guitarrista Ricky Warwick. O som dos Black Star Riders mantém a tradição do Hard Rock Clássico Bluesy que sempre inspirou a banda e tal como com os Thin Lizzy existem também alguns laivos de Folk na melhor tradição Irlandesa.



Crashdiet - Rust

O 5º álbum dos Suecos Crashdiet foi a maior surpresa que tive este ano, este álbum mostra uma nova fase da banda, com o novo vocalista, Gabriel Keyes. O som continua enérgico mas as melodias ganharam um novo destaque, a banda deixou de ser aquele comboio desgovernado e sujo de Sleaze para ter neste álbum uma nova paleta de texturas musicais, uma banda com um som mais polido e melhor arranjado que me agrada mais do que a versão original da banda.

Crazy Lixx - Forever Wild

Ao 6ª álbum, dos Suecos Crazy Lixx já não são uns novatos no Hard Rock e pela qualidade e consistência da sua discografia já mereciam a consagração no mainstream. Neste álbum a banda mostra a sua alma, o Hard Rock festivo, festeiro e alegre dos anos 80 dá o mote para 10 músicas de alto astral.



Gary Hoey - Neon Highway Blues

O já veterano Gary Hoey teve sempre a sua carreira em 2 mundos, o Hard Rock e o Blues. E neste álbum de 2019 ele mostra isso mesmo, as músicas mais Blues são “musculadas” por riffs mais pesados e as músicas mais Hard Rock têm aquela vibe Bluesy. Apesar de ser um nome que passa ao lado do mainstream. Gary Hoey é um nome que qualquer fã de Eric Clapton, Bad Company ou ZZ Top deve ter em atenção.



JoanOvArc - JoanOvArc

O quarteto de zona de Londres lança em 2019 o seu segundo álbum e mostra novamente que ainda têm muita energia e lenha para queimar. O som delas é influenciado por nomes clássicos como Led Zeppelin mas também por nomes mais recentes como os Kings Of Leon o que lhes dá um som com grande personalidade.



Massive - Rebuild Destroy

Os Australianos Massive lançaram em 2019 o seu 3º álbum e mais uma vez mostram que o seu Hard Rock é sempre a abrir, sempre com o pé no acelerador. Quem gosta de Ac/Dc, Guns N’ Roses entre outras não pode ficar indiferente aos Massive. Este álbum tem também algumas músicas mais cadenciadas, com um som mais acessível e que facilmente poderiam passar nas rádios mais mainstream.



The Defiants - Zokusho

Tenho sempre dificuldades em escolher apenas um álbum preferido mas este ano, este 2º álbum dos The Defiants facilitou-me essa escolha, de longe o meu álbum preferido do ano. O álbum Zokusho tem tudo que eu gosto, harmonias excelentes, guitarra com o peso certo e timbre limpo, vocais de grande qualidade, entre outras coisas. Paul Laine, Rob Marchello e Bruno Ravel mais uma vez acertaram em cheio.



Tony Mills - Beyond The Law

Quando este álbum foi lançado já se sabia que seria o último da carreira de Tony Mills já que ele estava a contas com um cancro em fase terminal. A despedida com “Beyond The Law” fez-se quase como se fosse o resumo da carreira dele já que nos apresenta aquilo que Tony Mills sempre fez, Hard Rock, ora mais melódico, ora mais veloz, ora em belas baladas mas sempre com uma grande qualidade, acima de qualquer suspeita.



Tyler Bryant & The Shakedown - Truth & Lies

Os Norte Americanos lançaram em 2019 o seu 3º álbum e são mais uma daquelas bandas novas que vem contradizer quem diz que já não se lança nada novo e bom no mundo do Rock.Este álbum navega entre o Hard Rock/Southern Rock/Blues Rock, é ao mesmo tempo vintage e moderno. O Rock não precisa de salvadores mas esta banda tem tudo para levar a linhagem do Hard Rock às novas gerações.




Outros destaques:

Affaire – Less Ain’t More
D.A.D. – A Prayer For The Loud
Eclipse – Paradigm
Hardline – Life
Kadavar – For The Dead Travel Fast
Michael Sweet – Ten
Rockett Love – Greetings From Rocketland
Sinner – Santa Muerte
Station – Stained Glass
The Darkness – Easter Is Cancelled
The Treatment – Power Crazy
Wayward Sons – The Truth Ain’t What It Used To Be
Work Of Art – Exhibits


terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Destaques Riffservice 2018

2018 chegou ao final e mais uma vez, faço a escolha dos meus álbuns preferidos do ano que termina. Nunca passou pela minha cabeça escolher os melhores do ano, primeiro, eu não consigo/posso escolher dogmaticamente o que é melhor quando falamos de música, em segundo lugar o único ranking que posso/quero fazer é o dos meus álbuns preferidos, aqueles álbuns que eu mais gostei que tiveram em mim um maior impacto positivo. Em terceiro lugar e para terminar, acho um bocado presunçoso alguém que escolhe “os melhores” do ano como se fosse um pensamento objectivo sem sequer ter ouvido tudo (nem sequer uma pequena parte) do que foi lançado ao longo do ano.


Blackberry Smoke – Find A Light 
Os Sulistas (da Geórgia) voltam a lançar um álbum que merece ser destacado. Apesar de se terem formado em 2000, o som da banda é mais aparentado ao que se fazia nos anos 70 e os Blackberry Smoke ao 6º álbum “Find A Light” apresentam a todos os fãs de Southern Rock, todas as características que são amadas no estilo, a mistura entre Hard Rock, Blues e Country, com aquele tempero sulista e com as guitarras a comandar todas as operações ao longo das músicas. Neste álbum a vertente Country aparece bastante destacada em especial nas baladas.
Halestorm – Vicious
O álbum “Vicious” é o 4º lançado pela banda liderada pela vocalista/guitarrista Lzzy Hale e com este álbum a banda mostra mais uma vez que acertou. O som, ora mais Hard Rock, ora mais Heavy Metal mantém-se moderno, pesado mas ao mesmo tempo não perde a sensibilidade nem o senso de melodia que sempre marcou a carreira da banda. A qualidade deste álbum mostra que não é por mero acaso que é uma das bandas do século XXI do Hard Rock/Heavy Metal que conseguiu ultrapassar a barreira do underground e entrar no mainstream.
Lizzy Borden – My Midnight Things
Apesar de ter sido formada em 1983, esta banda apenas lança o seu 7º álbum em 2018. Isto explica-se pelos hiatos e pelas constantes mudanças de formação que a banda Lizzy Borden teve ao longo dos anos. Neste álbum a banda mostra uma faceta mais melódica, aproximando-se em alguns momentos do som AOR de bandas como Journey ou Foreigner mas com um “tempero” mais negro, menos luminoso nas músicas. 

Lucifer – Lucifer II

Quem experimentar ouvir este álbum sem pensar em que ano foi lançado, vai sentir-se em 1971 porque é exactamente o som que esta banda Alemã nos oferece, aquele Hard/Heavy com pitadas de psicadelismos de finais dos anos 60 e inícios dos anos 70 à moda de Black Sabbath ou de Deep Purple. Este “Lucifer II” é o 2º álbum da banda e mostra uma excelente evolução por parte dos Lucifer, dando aos ouvintes uma bela experiência sonora, marcadamente retro mas misturando várias nuances quer em termos de melodias mais Pop, quer em termos de riffs mais ásperos e de ambiências mais psicadélicas. 


Monster Truck – True Rockers
Monster Truck ao longo da sua (ainda curta) carreira é sinónimo de Rock & Roll, sem medo e sem concessões.  Vejamos o som desta banda como uma mistura entre ZZ Top e Twisted Sister (nota para a participação de Dee Snider neste álbum. Com o seu terceiro álbum a banda tenta entrar mais a fundo num som mais próprio e menos marcado pelas suas influências. Apesar da modernização do som da banda Canadiana ela continua com o seu Hard Southern Rock vigoroso e pesado. 





Pleasure Maker – Dancin’ With Danger
Poderia ser Sunset Strip 1987 mas é Rio de Janeiro 2018. Os Brasileiros Pleasure Maker voltaram depois de 10 anos “desaparecidos”. Os Pleasure Maker sempre foram uma banda de Hard Rock melódico com um som marcado pela guitarra e neste álbum essa guitarra surge ainda mais presente, mais “mandona”. Outro pormenor que cresceu neste álbum foi a qualidade dos coros que contam com o apoio de Gus Monsanto. “Dancin’ With Danger” é aquele álbum que tem tudo para a agradar a (quase) todos os fãs de Hard Rock, já que conta com melodias como “It Ain’t ‘Bout Love”, com o peso, vigor e velocidade de “Rock The Night Away” e com uma balada arrasa corações como “Matter Of Feelings”.

Praying Mantis – Gravity
Os Praying Mantis são uma banda Britânica surgida em 1974 e foi um dos nomes presente na grande onda da NWOBHM de finais dos 70s, inícios dos 80s. No entanto, ao longo dos anos o som foi-se refinando, tornando-se cada mais mais melódico. Se antes o som da banda estava próximo de Iron Maiden, actualmente está próximo de Journey. O álbum “Gravity” mostra a faceta AOR, a faceta Hard Rock Melódica, onde com melodias cativantes e belas baladas a banda mostra a sua classe. Este é um álbum feito para aqueles que apreciam os detalhes das melodias e não somente o peso e a velocidade que as músicas podem oferecer.

Shiraz Lane – Carnival Days
Escandinávia, século XXI, a nova meca do Hard Rock. Os Finlandeses mostram com o seu 2º álbum “Carnival Days” o quão verdade é esta afirmação. Ao longo de quase 55m os Shiraz Lane mostram um leque vasto de influências no seu som que vão desde o som mais Sleazy de Guns N Roses, passando pelas melodias cativantes de Bon Jovi e pelo tom mais Pop Hard Rock de bandas como Toto. Se no primeiro álbum a banda lançou um conjunto de músicas mais directas e mais focadas no Sleaze, neste álbum a banda mostra a sua versatilidade e que pode fazer Hard Rock de várias formas, sempre sem perder qualidade.

The Night Flight Orchestra –Sometimes The World Ain’t Enough
4 álbuns já foram lançados e este SuperGrupo continua a ter lenha de altíssima qualidade para queimar. Os músicos desta banda têm todos um grande background ligado ao Metal (Extremo) mas aqui mostram que são mestres a fazer melodias fortes, cativantes, com algumas texturas progressivas e sem perder nunca o foco do que deve ser uma música para tocar as massas. E é realmente uma pena que um trabalho destes não chegue a todos os fãs de Rock e porque não dize-lo a todos os fãs de música, porque poderiam ter uma bela surpresa e perder alguns dogmas que o presente não tem nada de bom no mundo da música.

Uriah Heep – Living The Dream
1 ano antes de festejarem os 50 anos de carreira, os veteranos Uriah Heep lançam o seu 25º álbum de estúdio e mostram novamente às novas gerações como se faz. Neste momento apenas o guitarrista Mick Box é um membro original que ainda se mantém na banda e é ele o guardião da qualidade que a banda sempre ofereceu aos seus fãs, desde tempos (quase) imemoriais. Riffs certeiros, robustos e cativantes, Hammond pulsante e grandes melodias vocais são estes os ingredientes para a fórmula da qualidade deste álbum dos Uriah Heep.



Outros Destaques:

Animal Drive – Bite!
Care Of Night - Love Equals War
 Cocks In Hell – Cocks & Roll
Ghost – Prequelle
Gioelli & Castronovo – Set The World On Fire
Grand Design – Viva La Paradise
Hardcore Superstar – You Can’t Kill Me Rock & Roll
Izengard – Angel Heart
Love Stallion – Unforgetable Ride
Massive Wagons – Full Nelson
Northward – Northward
Palace - Binary Music
Perfect Plan – All Rise
Station – More Than The Moon
The Amorettes – Born To Break
The Radio Sun – Beautiful Strange
Treat – Tunguska

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Destaques Riffservice 2017

Mais um ano termina e mais uma vez eu, Gabriel Sousa, como mentor do RIffservice faço a minha selecção de álbuns favoritos do ano, esta selecção não tem em conta a qualidade musical nem sequer tem a pretensão de definir os melhores do ano, é apenas a minha escolha, os meus álbuns preferidos de todos os que saíram em 2017. A lista dos 10 preferidos vai ter um pequeno texto a acompanhar e a ordem é alfabética. Deixo-vos um pequeno resumo das minhas preferências de 2017.


Asphalt Horseman – Brotherhood
Nunca pensei ouvir uma banda com esta vibe e com este tipo de som vinda da distante Hungria. Mas o som dos Asphalt Horseman, um Southern Rock pesado, com uma influência de Stoner, foi gratificante, o álbum saiu logo no início do ano e acompanhou-me ao longo de 2017. Uma grata surpresa que todos os fãs de Hard Rock e de Southern Rock deveriam ouvir. 



Babylon A.D. – Revelation Highway

Os Babylon A.D. nunca foram uma banda mainstream mas em finais dos 80s, inícios dos 90s estiveram lá perto. No entanto os lançamentos da banda (apesar de não serem muitos) sempre mostraram uma banda com qualidade que merecia mais sucesso. Este álbum “Revelation Highway” o 4º da banda não foge a esse paradigma, não traz nada de novo mas o que traz é suficiente para agradar a todos os saudosos (e não tão saudosos) do Hard Rock dos anos 80 que é o que nos é oferecido neste álbum. Quem gosta de Y&T e não conhece Babylon A.D. poderá ter uma bela surpresa com este lançamento.

Backwood Spirit – Backwood Spirit

E por falar em surpresas, os Suecos Backwood Spirit são uma das grandes surpresas do ano. Vindos da gelada Suécia, mostram que é possível fazer um som quente, com influência do Rock Sulista dos Estados Unidos da América e também com influência de nomes de monta do Rock Clássico como The Allman Brothers ou Mountain. Outra das boas surpresas deste álbum é o vocalista Goran Edman (de quem sou fã) e a surpresa não é ele cantar muito (isso já todos que ouviram Yngwie Malmsteen e John Norum sabem) mas sim o cantar muito num estilo no qual nunca o tinha ouvido a cantar.

Crazy Lixx – Ruff Justice

Ao 5º álbum os Crazy Lixx mostram que não são um fenómeno passageiro que apareceu no (pequeno) ressurgimento do Hard Rock na 1ª década do século XXI. A discografia desta banda Escandinava (principal pólo do ressurgimento do Hard Rock) mostra uma consistência que não é acompanhada por nenhuma banda da mesma geração. Poucas bandas, mesmo dos anos 80, conseguem neste momento unir o sentimento festivo e a qualidade do Hard Rock como os Crazy Lixx conseguem fazer.

Harem Scarem – United

Os Harem Scarem são uma veterana banda Canadiana que já tiveram altos e baixos mas após a sua reunião em 2013, voltaram com a força toda e já lançaram 2 álbuns de grande qualidade. Em 2017, foi o 14º álbum de estúdio da banda, o álbum “United” e sinceramente, para mim, este é o meu álbum preferido de 2017, as músicas em estúdio são óptimas, mostram uma banda madura que soube envelhecer sem perder a sua raiz mas ao vivo são ainda melhores e mostram uma força que só as grandes bandas conseguem ter. Pete Lesperance, Harry Hess, Stan Miczek, Creighton Doane e Darren Smith estão de parabéns pelo belíssimo trabalho.

Hell In The Club – See You On The Dark Side

Só ao 4º álbum é que conheci esta banda Italiana e em boa altura o fiz já que no seu som tem tudo que eu gosto no Hard Rock: Peso, harmonias, melodias, som festeiro e virtuosismo. Quem gosta do som da crista da onda, das modas pode passar longe deste álbum, o álbum não reinventa a roda nem vai salvar nada mas é muito bem feito e vai agradar a todos os fãs de Hard Rock e de Hard N Heavy ao bom estilo dos anos 80.


Ibéria – Much Higher Than A Hope 

30 anos após a sua formação, os Portugueses Ibéria reinventam-se para o seu 4º álbum. O álbum “Much Higher Than A Hope” não é o mais virtuoso, não é o mais rápido ou pesado da carreira da banda mas apresenta uma coerência sonora, um equilíbrio dos elementos que caracterizam a banda que o tornam um álbum forte, denso e com uma alma Hard N Heavy ao melhor estilo de Black Label Society. Não posso NUNCA deixar de destacar a belíssima balada “How I Miss You” que lançada por um nome mais mainstream seria um enorme sucesso e tocada em todas as rádios.

Styx – The Mission

Os Styx já andam nestas andanças há mais de 40 anos (com muitas mudanças de formação, é verdade) e têm um saber fazer de experiência feito que os faz lançar álbuns só quando querem e não por questões mercadológicas. O álbum “The Mission” conta a história de uma missão tripulada a Marte. Em termos sonoros, este álbum traz o som que consagrou os Styx, aquela mistura de guitarras melódicas e teclados cheios de harmonias, aquele som que viaja entre o AOR, o Hard Rock e o Rock Progressivo que vai deixar os fãs contentes por ouvir o álbum.

The Night Flight Orchestra – Amber Galactic 

AOR/Melodic Hard Rock é o que os The Night Flight Orchestra nos trazem no seu 3º álbum “Amber Galactic”. E neste álbum eles mergulham ainda mais nos arranjos Melódicos, quem gosta do som clássico dos primeiros anos dos Toto vai adorar este álbum. Este álbum traz uma interessante mistura entre Pop dos anos 80, Rock dançante à moda do “Dinasty” dos KISS e alguns riffs pesados de Hard Rock e é com este “melting pot” de influências que os The Night Flight Orchestra entregam a sua originalidade e que os faz uma banda única no cenário actual.

Ten – Gothica

Depois de alguns lançamentos com um som mais denso e pesado quase Power Metal, os Ten voltam ao som que os consagrou, aquele Hard Rock Melódico épico e poderoso. A banda liderada pelo vocalista Gary Hughes mostra que ainda tem habilidade para fazer grandes melodias. Gary Hughes além de vocalista foi também o produtor do álbum que conta também com a mistura e masterização do mago Dennis Ward.



Outros Destaques:
Bigfoot – Bigfoot
Black Star Riders – Heavy Fire
Confess – Haunters
Eclipse – Monumentum
Every Mother’s Nightmare – Grind
Gotthard – Silver 
H.E.A.T. – Into The Great Unknown
Inglorious – II
Kee Of Hearts – Kee Of Hearts
Martina Edoff – We Will ALign
One Desire – One Desire 
Phantom 5 – Play To Win
Revolution Saints – Light In The Dark
Rockett Love – Grab The Rocket
Thunder – Rip It Up
Tokyo Motor Fist – Tokyo Motor Fist